
Mário Laginha – “O que nos estimula é sobretudo
a diferença. Diferença de estilos, de influências
um pouco também... são essas diferenças, a cumplicidade
e a complementaridade que alcançamos quando tocamos juntos, que
torna esta aventura estimulante. Pessoalmente é isso que me motiva,
o sentir-me estimulado, desafiado. E é exactamente isso que acontece
quando toco com o Bernardo.”
DN –22/06/02
Bernardo Sassetti – “São raras as pessoas com quem
realmente encontro muitos pontos fortes em comum. Isso acontece no nosso
caso. Não somos complexados em relação ao tipo de
música que fazemos. Temos um espírito aberto. Apesar de
as pessoas nos catalogarem como intérpretes de jazz, acima de tudo,
gostamos de fazer música. Gostamos de muita música: clássica,
pop, latina, etc... E todas estas escolhas nos unem. Isso e a enorme vontade
de tocarmos juntos com uma enorme alegria”
A Capital – 22/06/02
M.L – “O que nos une é não sermos fundamentalistas.
O estilo tanto pode aproximar como afastar. Acima do estilo, da forma,
porém, ergue-se a sensibilidade musical, a capacidade anímica
em ouvir com o coração, mais ou menos nitidamente, o fluxo
sonoro do universo e de saber canalizar, e provar, essa corrente para
a fonte pessoal de cada um. Aí, a comunhão pode ser de uma
profundidade decisiva, ou na pior das hipóteses, não ser
possível de todo”
Público – 22/06/02
B.S – “Tanto eu como o Mário temos um “touch” próprio. O nosso universo vem de dentro de nós, é inteiramente natural.”
"Mário Laginha e Bernardo Sassetti", o disco
Biografia de Bernardo Sassetti
Bernardo Sassetti e Mário Laginha no CCB